Projeto da dona do Google acompanhará 10 mil pessoas para antecipar diagnóstico de doenças

Estudo 'Project Baseline', feito com as universidades de Duke e Stanford, quer estabelecer 'mapa da saúde humana'.


A Verily, companhia especializada em saúde da Alphabet, empresa-mãe do Google, propôs acompanhar 10 mil pessoas alguns anos para detectar sinais que possam antecipar o surgimento de doenças. A iniciativa faz parte de um projeto apresentado na quarta-feira (19).

O estudo, denominado "Project Baseline" e realizado em colaboração com as universidades de Duke e Stanford, aspira a estabelecer "um mapa da saúde humana" através da identificação de uma ampla gama de dados médicos, de comportamento e genéticos.

Para isso, os participantes usarão diariamente um dispositivo conectado no pulso e outros sensores. O acompanhamento será feito também através de visitas regulares a uma clínica e de questionários e pesquisas interativas via smartphones ou computadores.

A Verily afirma em seu comunicado que recolherá amostras biológicas (sangue, saliva) e dados clínicos, físicos, ambientais, moleculares e genéticos, imagens médicas, assim como informações proporcionadas pelos próprios participantes.

A empresa quer estabelecer, assim, uma base de dados de referência "que possa ser utilizada para compreender melhor a transição entre a boa saúde e a doença, e identificar os fatores de risco adicionais".

O projeto espera registrar os marcadores biológicos preditivos, que apontam que uma doença cardiovascular ou um câncer estão se desenvolvendo.

A seleção de participantes, que serão acompanhados durante ao menos quatro anos, começará nos próximos meses.

A informação compilada será guardada na plataforma de armazenamento de dados on-line, conhecida como a "nuvem", do Google, e a Verily aspira no futuro a colocar essas bases de dados anônimos à disposição dos pesquisadores.

A Verily (antiga Google Life Science) foi lançada oficialmente como uma empresa independente em 2015, e faz parte das grandes apostas para o futuro que foram separadas da atividade principal do Google e agora dependem diretamente do holding do grupo, Alphabet.

 

Fonte: G1


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