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15/08 - IBITINGA-SP
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Elizandra Souza

Elizandra Souza

Sou psicanalista e atendo em consultório particular, desde 2001 - com experiência em atendimento para crianças, adolescent...

Pandemia e ansiedade infantil


A continuação do tratamento psicológico infantil

 

A pandemia afetou e mudou a vida de todo mundo, alterou nossa maneira de viver e trouxe consigo uma infinidade de preocupações e questionamentos. Para quem tem filhos, essas preocupações vieram em proporções muito maiores, pelos conflitos e complexidades do aprender e trabalhar num mesmo ambiente.

Os questionamentos como: mantê-los com foco nos estudos? Como ocupar as crianças e evitar uma overdose de TV e celular? Como ocupar o tempo livre? Vem acompanhados de outras preocupações com as questões emocionais, como tristeza, irritabilidade, falta de atenção. Se antes, culpava-se o excesso de atividade escolar ou extracurricular como causadores do sofrimento psicológico infantil, hoje, vemos que o isolamento também gera males.

De acordo com a psicanalista Elizandra Souza, “num primeiro momento foi importante e especial para a criança estar mais em contato com os pais, mas a própria interação familiar, inabilidade dos pais com questões de aprendizagem e sua necessidade de trabalhar, e a falta da convivência com os amigos da escola também geram transtornos e crises de ansiedade na criança”. A quarentena afeta negativamente crianças, jovens e adultos, pois nos traz: o medo da doença, incertezas sobre o futuro, interrupção de suas rotinas diárias, receio pela saúde daqueles que amamos, etc. Mas podemos tentar resgatar algo de positivo nesse momento, como forma de diminuir a ansiedade.

Se as informações controversas das autoridades, já são bastante incompreensíveis para os adultos, imagine para as crianças! Tentar entender o que está acontecendo e o que vai acontecer é uma dificuldade que acaba estressando todas as pessoas. “Durante a quarentena, temos a oportunidade de avaliar os picos de ansiedade das crianças e, agora, com algumas aberturas de serviços e comércios, podemos seguir um tratamento, se necessário. As crianças sofrem, mas não falam como os adultos, por isso, os tratamentos psicológicos com crianças, se baseiam em desenhos, pinturas e brincadeiras”, nos alerta a psicanalista Elizandra Souza.

Por isso, é possível começar a pensar na retomada dos atendimentos infantis, visto que eles foram quase eliminados durante a quarentena. Atendimento domiciliar ou mesmo no consultório (seguindo as normas necessárias) são valiosos neste momento para a criança, pois indica não só a possibilidade de presença do outro, como também a ideia de que as coisas voltarão ao normal.

Quando a autoconfiança dessas crianças melhorar, o retorno para escola será muito mais tranquilo.

Câmara Municipal de Ibitinga

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