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20/07 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


Jornalista, vocação ou formação?


A decadência das redações em  veículos das mídias escritas e eletrônicas  e a diminuição do número de alunos cursando jornalismo apontam na direção da extinção da profissão de repórter multimídia? Qual é o perfil do jornalista brasileiro? Youtubers já são mais influentes do que jornalistas? A transição do poder para as plataformas?

Noves fora, raiz fundamental de qualquer criação é uma ideia. A profissão de jornalista é uma arte, uma atividade intelectual que não deve ser restrita a um diploma. Este foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal que derrubou no Brasil a necessidade de diploma para o exercício jornalístico ao julgar a inconstitucionalidade do Decreto-Lei nº 972/69 em 17/06/2009.

Nisso Canto.  Aqui em Monte Alto cidade com iguais por todo o  Pais, muitos de nós jornalistas sofremos de uma moléstia incurável, conhecida como maledicência. Afirmo isso com propriedades que adquiri  iniciando minha vocação nas rádios santistas nos anos 60.

Caiamos na real. Nossa base de lançamentos de misseis sempre está pronta para disparos. Um dos seus sintomas são dores nas articulações pelo arremesso de ‘dardos flamejantes’  nas pessoas ou instituições.

Assim, fazemos críticas merecidas a todos os que exercem qualquer tipo de poder. Pensamos possuir  o martelo que dá o veredito do Jus Puniend.

Hoje nossos conteúdos têm um enorme potencial de repercussão. Mundo globalizado. Temos mais uma plataforma  para enviarmos nossos misseis de verdades e mentiras: as redes sociais na Internet. Nesse tipo de rajadas de opiniões já nos denominaram de “influenciadores digitais”.

Por causa disso, apedeutas continuam “viajando”.  Imaginam que a imprensa seria o quarto poder da nossa república. Se no império havia o poder moderador, seríamos o poder esculhambador ou, pior,  o destruidor.

Hoje sequer há necessidade de frequentar faculdade para ser jornalista! Prova disso está por todas as cidades da Região Metropolitana de Ribeirão Preto.

Por cá,  ‘aventureiros e pseudos intelectuais’ escrevem colunas, editam jornais e metem-se a comentaristas políticos por trás de microfones de rádios  e câmeras de vídeos postados no WhatsApp,  Facebook e Youtube sem  apresentar  conteúdos e argumentos consistentes.  São discursos vazios, grotescos espetáculos de cacarejos de galinhas. Acham-se perfeitos e inimitáveis  ‘Coaching’ em comunicação. (Argh...)

Verdade. Muitos desses pseudo profissionais da imprensa regional e nacional,  são frutos de incompetências de donos de jornais e de rádios comerciais as  AMs e FMs e desde 1992 com as comunitárias.  

Atentem.   Muitos já disseram que isso não é muito importante. Vale a  pretensão da intenção de ter vocação. Diploma (sic)  só habilita. De fato, a faculdade não cria jornalistas. Milhares  nascem prontos.

Certo. A grande maioria de jornalistas  nas redações de jornais e revistas, rádios, TVs, colunistas em sites,  sabe escrever e falar muito bem. São as pessoas que nasceram com o dom da comunicação. Vem de outra encarnação.  É de berço a "intimidade com a palavra" ou "olho clínico em fatos". A atividade exige capacidade de conhecimento multidisciplinar  práticos e teóricos. Aliás, para qualquer profissão é preciso ter vocação,  dom, talento, perseverança disciplina e humildade. No jornalismo é fundamental.

Lembram-se desta frase?

“Um repórter de rock é um jornalista que não sabe escrever, entrevistando gente que não sabe falar, para pessoas que não sabem ler.” - Frank Zappa (músico-1940-1993).

Dito isso, conclui-se de que essa celebre erudita  frase, para nós profissionais do teclado, (antes da caneta e da máquina de escrever)  cabe na medida certa em outras mídias de atuação.

Agora, triste também é ver jornalistas formados com canudo emitido por Faculdades de Comunicação, (fábricas de diplomas)  exibirem total inaptidão com a língua pátria  para redigir textos, sem conhecimentos da história de sua cidade, do Pais, do mundo.  Poucos tem a habilidade e profissionalismo em criar pautas, raciocinar em entrevistas, elaborar comentários inteligentes dentro de  sites, programas de rádio ou televisão ou em paginas de jornais e revistas.

Concordo com muitos que pensam como eu. Desde 1985,  cursos de Jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar bons jornalistas. Idem. Percebam,   os cursos de Jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação.

Diletos e diletas. Aqui algumas das muitas provas das competências e da vocação e talento.  Dentre os mais famosos “jornalistas sem diploma” no Brasil, destacam-se Assis Chateaubriand (Diários Associados), Samuel Wainer (Última Hora), Carlos Lacerda (Tribuna da Imprensa), Costa Rego (primeiro catedrático de Jornalismo no Brasil), Cláudio Abramo,   Nino Carta (fundador de Revistas), Bóris Casoy (âncora de telejornal), Júlio Mesquita, David Nasser, Danton Jobim, Horácio de Carvalho, Irineu Marinho, Roberto Marinho, Hélio Costa (ex-globo e ex-Ministro das Comunicações), Miro Teixeira, Franklin Martins,  o showman do jornalismo global William Bonner, ele é formado em Publicidade pela USP.

Escrever é uma arte, igual a oratória frente a microfones e câmeras de televisão.  Assim como informar, investigar, divulgar e opinar. Colegas de imprensa nacional,  orgulhemo-nos de nosso sagrado sacerdócio e oficio,  pois a informação significa cultura e esta é o meio de libertação e crescimento de um povo.

É público e notório o prejuízo moral causado por alguns “jornalistas” infestando a nossa Região e País.  Fabricam notícias formando opiniões, para tirar proveito tanto da projeção, quanto da barganha ou jabaculê. Negociam a publicação de fatos dependendo do interesse de quem paga mais por matéria ou por centímetro de coluna, ou tempo de conversa  no ar.

Entretanto, permitir que seja adotado o título de jornalista por qualquer incipiente, ou mesmo insipiente, que não tenha mínima formação, para denegrir a categoria, é inaceitável.

Concluam o fato.  Aqui, alí e acolá, alguns jornalistas com e sem diplomas, os  aventureiros’ apadrinhados colocados em cargos de direção, chefias e assessoramentos, dentro de redações e estúdios demonstram total  incompetências para gestão administrativa. ‘Só produzem cacas’.

Sem arrependimento, término pontuando.   Uma coisa é pessoas terem acesso a algum tipo de informação sadia, inteligente.   Outra, é terem acesso a informações deturpadas, manipuladas, taxando o leitor, o ouvinte ou assistente de mídias eletrônicas,  de trouxa que consome informação sem atentar aos lixos despejados sobre nossa visão e audição.   Você escolhe. Pura sua decisão.

*Jótha Marthyns, 75 -  Jornalista, editor MTB n.º 232/ SP, do Jornal A Tribuna, em Monte Alto/SP. e do Jornal A Tribuna Web Noticias. Radialista. Influenciador digital. Comentarista politico.  Idealizador, apresentador do JORNAL DA TARDE no Facebook. Colunista/Articulista no Portal Ternura FM / Ibitinga-SP. Publicitário. Palestrante - Bacharel em Direito/2012. Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I (Curso de Formação de Sargentos da PMESP); Cavaleiro em Comenda outorgada pela Soberana Orden Militar y Hospitalaria de Caballeros y Damas Nobles de Andalucía del Infante  Don Fernando y Santa Eufemia.

E-mail  [email protected]

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