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Jótha Marthyns

Jótha Marthyns


PAIS DESPREPARADOS - Seria o falecimento da esperança?


As alternativas do instinto materno do processo de criação dos filhos nas condições contemporâneas, envolvem o declínio dos valores hierárquicos, associado à pressão intensa dos valores do consumo, que ditam as leis do sucesso social, são fatores que muito contribuem para o enfraquecimento da função “família brasileira”. 

* Jótha Marthyns 

Alerto. Não pretendo aqui criar uma literatura cientifica de suporte sobre o tema. Apenas um exercício de observação despretensiosa dos métodos de teoria vigente sobre comportamentos culturais atuantes na urbe entre pais, seus bebês e crianças. 

Nas vezes que passo pelas ruas do centro da cidade, em horários e dias de picos de movimento de pedestres e veículos, volto minha atenção na observação dos vínculos iniciais afetivos entre as mães e seus bebês. 

Presencio jovens mães que destacam-se na multidão com silhuetas de corpos fora dos padrões normais (longe de fobismos) que chamam a atenção por sérios descontroles na saúde, certezas de resultados de desleixos por horas ociosas sem movimentação grudadas ao celular, quiçá longe dos afazeres do lar, desapegadas ao mundo real. 

Tenho a atenção voltada nessas mães que trazem suas crias para vagar em passeio (sic) em calçadas movimentadas ou pelas lojas ou até “não fazer nada”. 

Presencio e sou tomado de imediata indignação nas cenas que assisto, com o desdém dessas desnaturadas despreparadas mães com seus bebês que mal começam 

a andar são obrigadas acompanhar nos passos dessas adultas, sem o apoio de mãos. 

O mais irritante é a indiferença dessas ‘mães’ ante o choro alto, as vezes em tom de gritos, que extravasa em apelos “sentido, magoado” de quem mal começou a andar. Inocentes crianças dependentes, torturadas, suplicando, erguendo as mãozinhas pedindo colo. 

Essas desnaturadas mães (sic) continuam andando grudadas ao celular, insensíveis aos prantos de socorro dessas crianças que por instinto humano seguem e agarram-se as vestes da mãe. 

Essas fêmeas andando nas calçadas da Nhonhô Livramento, “arrastam seus bebês”, causam-lhes dimensão trágica em violências (psicológica ou física) expondo-os ao Sol e forte calor sem a devida proteção mínima de um bonézinho. 

Se colocados em carrinhos, ou carregados no colo essas mães, esses pais, esquecem de colocar uma cobertura sobre seus bebês, para impedir o Sol quente sobre a cabeça principalmente. A preocupação é estar plugada na tela do celular. 

Fico indignado, perplexo, de ver tantas imaturidades desse "tipo de paternidade negligente”, má convivência, que por certo está gerando estilo de vida moderno, despejando na sociedade “criaturas frustradas” em alto grau de stresse tóxico aos desenvolvimentos cognitivo-cerebral e socioemocional dos bebês. Criança vítima de violência pode ter seu desenvolvimento integral comprometido. 

.Aqui, esclarecendo que esses despreparos maternos afetam o desenvolvimento infantil. Essas imaturidades, 

indisciplinas, estão presentes na cidade dentro das classes sócioeconômicas, “b,c,d,e”. País totalmente despreparados para o sagrado dever de ser mãe e pai de maravilhosas crianças, seres humanos. 

Seria para algumas mães aqui de Monte Alto, o filho foi, é, então, inicialmente o filho de seus desejos? Que tipo de pai e mãe são vocês, “suficientemente bons"? 

Pais e mães repressores demais ou protetores em excesso? Totalmente indiferentes, irresponsáveis, negligentes? Será que suas maneiras criando, cuidando, educando, são benéficas ou prejudiciais aos seus filhos dentro da família e da sociedade? 

Contraste entre animais e seres humanos. Na natureza, qualquer animal fêmea tem a preocupação pelo bem estar de suas crias, defende-as se preciso até a morte. 

Sabe-se que nos Estados Unidos, crianças chorando em público por qualquer motivo, seus pais podem ser interpelados pela policia para explicar o que acontece e no caso de maus tratos, aquelas pessoas são responsabilizadas de imediato perante a Lei. 

Aqui no Brasil, em Monte Alto, desde 10 de março de 1994, data da criação do Conselho Tutelar, nunca presenciei rondas ostensivas de monitoramento atuante de seus integrantes, pelas ruas da cidade, em horários de picos e em épocas de festas, com vistas a coibir, prevenir tais tipos de comportamentos de pais e crianças. 

Incluiu-se em algumas dessas ações, exigência de exibição de documentos de identificação de mulheres pedintes acompanhadas de filhos, ou “crianças emprestadas” com 

menos de cinco anos de idade que se postam nas calçadas e esquinas da cidade? Saber suas origens? 

No enfoque nuclear principal, coloco para reflexão: “Essas crianças diante de tipos de abandono, talvez se tornem alguém resiliente, capaz de lidar com as frustrações, hábil e enérgico diante das dificuldades da vida adulta”? 

‘Pais desnaturados’ de Monte Alto, a fórmula e o manual de como criar filhos é aplicar “amor” desdobrando-se em atenção, carinho e respeito. 

Se bem que maiores parcelas de culpas por tais comportamentos de jovens pais, dentro de famílias da comunidade, passa pela atuação responsável do Município de contribuir para a melhoria das políticas públicas, colocando em rede os órgãos diretamente envolvidos no trabalho de proteção social; agregando-se junto a sociedade civil organizada, até aqui “desorganizada, letárgica, omissa”. 

Soluções nesse descaso Social e Institucional versus Pais Despreparados? Sim, pragmáticas com efeitos em curto e longo prazo. 

Porém, “Vontade” é a chave. Mãos à obra? 

Acorda Monte Alto! O Século é 21. 

* José Benedito Martins (Jótha Marthyns) - Radialista. Jornalista, editor, do Jornal A Tribuna, (Mtb n.o 232/ SP) em Monte Alto/SP do Jornal A Tribuna Web Noticias. Repórter multimídia. Influenciador digital. Idealizador, apresentador do Jornal da Tarde no Facebook. Colunista/Articulista no Portal Ternura FM / Ibitinga-SP. Publicitário. Palestrante – Mestre de Cerimonias - Escritor. Bacharel em Direito. Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I (Curso de Formação de Sargentos da PMESP). Cavaleiro em Comenda outorgada pela Soberana Orden Militar y Hospitalaria de Caballeros y Damas Nobles de Andalucía del Infante Don Fernando y Santa Eufemia. - E-mail [email protected] 

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