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16/06 - IBITINGA-SP
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Jótha Marthyns

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Planos de Saúde: Segurados vem optando por prática de poupança. É o mais certo?


Em um cenário econômico adverso, é natural que haja redução no número de beneficiários. Acrescente-se que em meio à insatisfação com os serviços oferecidos pelos planos de saúde, alguns optam por guardar o dinheiro da mensalidade e usá-lo para pagar a vista consultas, atendimentos em clínicas particulares. 

Todo o Brasil sabe diferenciar. Planos de saúde privados — os chamados serviços suplementares -  já não são mais os  serviços almejados no Brasil. O SUS do  governo federal, coadjuvado pelos estaduais,  esse plano de saúde, é falido desde há muito,  desviando-se do razoável mas saturado sistema público.  

Detalhe ruim para essas empresas  operadoras de Planos de saúde: perderam mais de 3 milhões de usuários em 3 anos,  dizem especialistas. A velocidade dessa retração, no entanto, caiu significativamente.  Enquanto nos demais estados temos 25% da população com plano de saúde, em São Paulo temos 60%, é a maior rede privada do Brasil.( explica Mario Scheffer, professor do Departamento de Medicina da USP e coordenador da pesquisa Demografia Médica no Brasil (2011).

Mesmo estando leigos em analises aprofundadas no tema, quando olhamos ou ouvimos  os dados mais recentes desse setor vital a saúde humana, percebemos tão só  uma pequena recuperação, mas neste 2019  o número ainda é negativo, o que está totalmente conectado à situação econômica do país. Tudo se envolve. nos custos da saúde, nos reajustes dos planos.  Culpas de   letárgicos e acomodados, ‘ gozando e relaxando’. 

Respondam. Quem são os brasileiros que deixaram o plano de saúde e como estão se cuidando? Mais de 2,8 milhões de brasileiros privilegiados deixaram de ter plano de saúde nos últimos dois anos segundo os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Caro leitor, quais motivos que  impactaram esses  serviços de saúde? 

O momento é este aqui, ali e acolá.   Segurado em plano de saúde  também sofre com a falta de especialistas e longas esperas para atendimento, marcação de consultas e de exames. Você acredita nisso? Que chegaríamos nessa situação vexatória dependendo e pagando muito bem nossos planos individuais ou familiares,  recebendo em troca serviços deficientes? 

Diante desse contexto negativo no setor, o raciocínio das pessoas atentas em economizar alcançam a saúde. De uns tempos para cá vem sendo despertado por pessoas  que nos planos de saúde o segurado tem obrigatoriedade de pagar em dia  mensalidades ajustadas e  ainda pode depender  dessas   operadoras de planos de saúde que podem  cobrar dos segurados franquia de valor equivalente ao da mensalidade. A franquia é similar à de um seguro de carro, quando o usuário paga um valor pelo uso dos serviços, além da mensalidade. 
Pois bem. Atente povo das lajes e das coberturas em   Avenidas a beira mar. Façam as quatro operações matemáticas, e resultem no que sobra.

Após muitas sugestões e fórmulas de aplicadores financeiros eles opinam que é melhor aderir a poupança por tempo determinado nesses valores que a pessoa possa disponibilizar mês a mês e se acometida de algum sintoma que necessite consulta  a poupança é sacada e marcada de imediato avaliação médica  particular  e pago à vista. Sem esperas. Tratamento ainda mais “vip”. Essa mesma pessoa se, precisar de internação, tem dinheiro pronto para custear hospital de sua preferencia em internação e tratamentos pagos à vista. Idem ao tratamento ‘vip’. 

Como explicou Pitágoras. Você paga mensalmente, R$ 800,00 plano que lhe proporcione junto com esposa seguro em atendimentos ambulatoriais, consultas, exames (nem todos), terapias, internações (há inúmeras restrições em tipos de quartos, leitos). No ano você pagou R$ 9.600,00 e não fez uso de nenhum dos serviços contratados.  Como apregoava Tales de Mileto, voce  vai agir com razão na proporção. E na conclusão "a soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua hipotenusa."

Eureka.  Voce ‘jogou dinheiro e perdeu”. Oras, Data Vênia, aqui o obvio é ululante, poupar é o melhor dos seguros de saúde,  pois estamos no ‘olho do furacão’ reverberando a dentro da  Ganância X ética: a encruzilhada da saúde no Brasil.

Sacanagem. Um fato impactante nos últimos tempos é o descredenciamento. O consumidor adquire um plano com tais médicos e hospitais e depois fica sabendo, muitas vezes da pior maneira, que esses profissionais e instituições se descredenciaram.
Também se você persistir em permanecer dependente  usuário de planos de saúde deve atentar aos  seus direitos.  Leiam contratos nem que for com auxilio de lupa, pois as fontes sempre estão em tamanho 8 ou 10. 

Questione. O  que o seu plano de saúde deve atender, em quais   estabelecimentos e em quais  localidades do Brasil. O consumidor sabe muito bem o que pagou, pois comprometeu de forma crescente a sua renda familiar.

Frise-se, por oportuno que nessa maré negativa, para operadoras de planos de saúde  e usuários, vem surgindo por todo o Pais, Clínicas “Uber” que oferecem atendimento médico a preços populares têm tido um crescimento expressivo nos últimos anos e empresários do setor afirmam que grande parte da clientela é composta por pessoas que ficaram órfãs do plano de saúde.

Caros Arquimedes. Outro ponto. Todo corpo imerso em um fluido sofre ação de uma força (empuxo) verticalmente para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo. Toda relação jurídica que envolve estes serviços suplementares é regida por lei, em especial pela Lei de Plano de Saúde (LPS)Fechando. Outro “direitinho” lindo.  É bom saber que O Código de Defesa do Consumidor, específico e incisivo, valioso instrumento na aplicação nos Contratos de Plano de Saúde, é aplicado juntamente com a Lei 9.656/1998 que regulamenta a atividade das operadoras de planos privados de assistência à saúde  e outras normas. Por exemplo, as resoluções da Agência Nacional de Saúde – ANS e Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).

Insisto. Caro leitor, tenha em mente que as operadoras de serviços de assistência à saúde que prestam serviços à população – Usando uma linguagem bem clara... É objetiva, todas elas têm suas atividades regidas pelo Código de Defesa do Consumidor, garante equilíbrio em contratos de planos de saúde,  pouco importando o nome ou a natureza jurídica que adotam. Tal afirmação pode ser confirmada (Resp 267.530/SP, Rel.

Ministro Ruy Rosado de Aguiar, DJe 12/3/2001). O usuário está assegurado por lei garantidora, e isso poderá levar os planos de saúde a concientizar-se de que será melhor dominar a gula e cumprir as normas legais.

Vamos lá. Como disse em outras postagens,  falei em rádio, escrevi em jornais, postei nas redes sociais.  Devemos sim, lutar bravamente pela garantia dos nossos direitos. Principalmente pela manutenção de nossas vidas e saúde. Os donos de  convênios médicos não são deuses, mas sim,  prestadores de serviço e fornecedores de produtos. Estão sujeitos aos “arreios” do CDC. 

Ainda mais. Procurem,  revejam  seus direitos. Fale com seus amigos advogados. Duvidas sobre operadoras de planos de saúde:  DISQUE ANS – 0800 7019656.

Termino com esta minha opinião: A ganância dos planos de saúde e a hora do basta! Usuários da assistência supletiva bancaram 400% de reajustes na última década, mas empresas operadoras nada repassaram aos médicos e demais prestadores de serviços, demonstrando que o aumento dos custos é pretexto para encobrir mais lucros. Pronto, falei. 


*Jótha Marthyns, 75 -  Jornalista,  editor MTB n.º 232/ SP, do Jornal A Tribuna, em Monte Alto/SP. e do Jornal A Tribuna Web Noticias. Radialista. Influenciador digital. Idealizador, apresentador do JORNAL DA TARDE no Facebook. Colunista/Articulista no Portal Ternura FM / Ibitinga-SP. Publicitário. Palestrante - Bacharel em Direito/2012. Curso Superior de Tecnólogo de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I (Curso de Formação de Sargentos da PMESP); Cavaleiro em Comenda outorgada pela Soberana Orden Militar y Hospitalaria de Caballeros y Damas Nobles de Andalucía del Infante  Don Fernando y Santa Eufemia.
E-mail  [email protected]
 

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