Mercedes está feliz por pressionar RBR nos EUA com carro mais fraco

Embora tenha perdido a chance de impedir avanço de Verstappen no campeonato, equipe viu lado bom em desempenho na etapa deste domingo, a cinco rodadas para o fim da temporada

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A Mercedes viu a RBR sair na frente em mais um fim de semana com a vitória de Max Verstappen no GP dos Estados Unidos, neste domingo. Mas se por um lado a situação preocupa, a cinco etapas para o fim do campeonato, a equipe alemã procurou ser positiva e celebrou ter sido capaz de pressionar a rival com Lewis Hamilton durante a prova.

- Max nos derrotou, mas não foi uma vitória confortável, nós os forçamos a correr alguns riscos. Então, se essa foi uma corrida ruim para nós, espero que possamos aproveitar o que há de bom. A classificação em Austin foi complicada mas colocamos um carro na primeira fila. Foi encorajador colocá-los sob pressão quando claramente não tínhamos o melhor carro - comentou Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes.

Mecânicos da Mercedes trazem carro de Lewis Hamilton para o grid do GP dos EUA — Foto: Allan Hamilton/Icon Sportswire via Getty Images

Mecânicos da Mercedes trazem carro de Lewis Hamilton para o grid do GP dos EUA — Foto: Allan Hamilton/Icon Sportswire via Getty Images

Largando da segunda colocação, Hamilton conseguiu tomar a liderança da prova de Verstappen depois de responder o "empurrão" do rival na pista, embora tenha perdido a chance de se manter na ponta devido à estratégia da rival, bem sucedida em jogar com seus dois pilotos e apostar no undercut.

Apesar de ter ficado sem alternativas para responder os movimentos da RBR, a Mercedes apostou no desempenho individual de Hamilton, especificamente a velocidade do britânico e sua gestão dos pneus duros. Assim, ele descontou a desvantagem que tinha sobre Verstappen no último stint da prova e chegou muito perto de superá-lo nas voltas finais - não tendo tempo para o fazer, no fim.

O holandês, por outro lado, teve que gerir os pneus duros com oito voltas a mais e lidar com o grande desgaste sob as altas temperaturas da pista em Austin. Além da vitória, a RBR colocou Sergio Pérez na terceira colocação, depois de dominar dois dos três treinos livres com o mexicano.

Lewis Hamilton conversa com seu estrategista, Peter Bonnington, antes do GP dos EUA — Foto: Darron Cummings - Pool/Getty Images

Lewis Hamilton conversa com seu estrategista, Peter Bonnington, antes do GP dos EUA — Foto: Darron Cummings - Pool/Getty Images

Restam cinco provas para o fim do campeonato, com 130 pontos em jogo. No campeonato de pilotos, o líder Verstappen está agora a 12 pontos do vice-líder Hamilton. Apesar da desvantagem, sobretudo na comparação entre os carros das equipes, a Mercedes crê que pode superar a lacuna técnica.

- Em Zandvoort por exemplo, tivemos trabalho com a traseira, que parecia melhor agora. Sabíamos que esse circuito superaqueceria os pneus. Mas não vamos chegar nas provas anotando onde seremos rápidos ou lentos, sabemos o dever de casa que precisamos fazer. Nosso ritmo na Turquia e Sochi nos colocou um pouco mais à frente deles, do que eles estiveram à nossa frente aqui. Tudo vai depender de como os carros responderão nas corridas restantes e quem se adaptará melhor - disse Shovlin.

Uma das preocupações da Mercedes tem sido o motor; enquanto Hamilton fez a quarta modificação de um dos componente de sua unidade de potência, Valtteri Bottas fez seis trocas de todo o conjunto, acarretando na perda de posições de largada e teme por uma nova modificação de Hamilton.

Lewis Hamilton e Max Verstappen se cumprimentam no pódio do GP dos EUA — Foto: Chris Graythen/Getty Images

Lewis Hamilton e Max Verstappen se cumprimentam no pódio do GP dos EUA — Foto: Chris Graythen/Getty Images

As próximas etapas no calendário são os GPs do México e do Brasil, pistas cuja altitude prometem beneficiar aerodinamicamente a RBR e o motor Honda. Apesar disso, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, evitou se apegar ao histórico dos circuitos:

- Não acredito que haja um padrão particular do que seja adequado para cada pista. Só temos que nos esforçar para lutarmos pelo título na última prova. O México é diferente por causa da altitude e os motores estarão sob pressão. Precisamos começar bem na sexta-feira, entender o carro e desenvolvê-lo a partir daí, e então estaremos em posição de lutar pela vitória.

Fonte:https://ge.globo.com/motor/formula-1/noticia/mercedes-esta-feliz-por-pressionar-rbr-nos-eua-com-carro-mais-fraco.ghtml

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