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Simone Biles lidera EUA ao ouro e alcança marca histórica de pódios no Mundial de Ginástica

Americana ultrapassa russa Svetlana Khorkina, conquista sua 21ª medalha e se isola como a maior medalhista da ginástica feminina em Mundiais


A medalha de ouro no peito quase faz parte do traje de Simone Biles no Mundial de ginástica artística. Nesta terça-feira, a ginasta de 22 anos mais uma vez brilhou para liderar a equipe dos Estados Unidos ao ouro. Foi o primeiro título de Simone Biles em Stuttgart, o pódio que faltava para a marca histórica de 21 pódios dos Mundiais. Nenhuma outra ginasta tem tantas conquistas como a americana. Uma lenda viva.

- É muito louco. Eu nem pensei ainda nisso. Acho que é muito impressionante alguém consegui fazer isso. E sou eu (risos). Não sei. Acho que ainda não tive tempo para processar isso na minha cabeça, mas acho que vamos celebrar esta noite, pelo time, pela medalha - disse Simone.

Simone já tinha entrado no Mundial como recordista em número de ouros da competição inclusive na disputa entre os homens. Agora ela estendeu seu recorde para 15 títulos. No número geral de pódios, a americana estava igualada com a russa Svetlana Khorkina com 20 medalhas no ranking feminino, mas agora Simone é a número 1 isolada.

Simone Biles tem tudo para sair de Stuttgart como recordista de pódios também na disputa com os homens. Vitaly Scherbo, de Belarus, tem 23 pódios. A americana, hoje com 21 medalhas, ainda tem mais cinco finais para disputar na Alemanha.

Simone BIles lidera EUA ao ouro no Mundial — Foto: Ricardo Bufolin/ Panamerica Press/ CBG

Simone BIles lidera EUA ao ouro no Mundial 

Sempre que Simone Biles é apresentada no Mundial a Arena de Stuttgart vibra. A disputa do dia era por equipes, mas a americana sozinha era quem atraia a atenção da torcida. Todos queriam ver os movimentos que só ela consegue fazer. Nesta terça, por segurança em uma competição sem notas de descartes, Simone "apenas" apresentou seus elementos homologados no solo. Foi o suficiente para liderar os Estados Unidos ao ouro.

- É um pouco diferente, porque tivemos quedas, mas ainda acabamos no topo, então foi um pouco nervoso, mas ainda foi meio divertido, especialmente no solo. Sempre é muito divertido no solo. Acho que foi o meu nível máximo - disse a campeã olímpica.

Contando com 59,766 pontos de Simone, as americanas somaram 172,330 para estender seu domínio - a última derrota foi no Mundial de 2010. A Rússia contou com falhas na trave, mas cresceu no fim para ficar com a prata com 166,529 pontos. A Itália, oitava colocada na classificatória, fez uma competição quase perfeita, apenas com uma queda na última apresentação, na trave, e acabou levando o bronze com 164,796 pontos e tirando a China do pódio, quarta colocada com 164,230 pontos.

Simone Biles no Mundial de Stutggart — Foto: Reuters

Simone Biles no Mundial de Stutggart

O Brasil ficou na 14ª posição na classificatória e não foi à final, além de ter ficado fora da Olimpíada de Tóquio 2020 como equipe. Apenas Flávia Saraiva conseguiu a classificação entre as brasileiras. O time masculino se garantiu nos Jogos, mas não na decisão de Stuttgart.

O SporTV 2 transmite todas as finais do Mundial de Stuttgart ao vivo até o dia 13 de outubro. O Brasil briga por medalha com Arthur Zanetti (argolas), Arthur Nory (barra fixa), Caio Souza (individual geral) e Flávia Saraiva (individual geral, trave e solo).

A final

Primeira rotação

Os Estados Unidos começaram no salto. Simone Biles viu suas companheiras de equipe cravarem seu salto e também optou por um voo seguro. Em vez de realizar o próprio salto, o Biles, de dificuldade 6,4 pontos, ela cravou o Cheng, um salto de 6,0 pontos de dificuldade. Com 15,400 pontos, Simone teve a maior nota do aparelho no dia e puxou a equipe americana para a liderança.

A Rússia assumiu a vice-liderança com grandes séries em seu aparelho mais forte, as barras assimétricas. A China veio na cola, com bons saltos, apesar de pequenas falhas de execução. Das outras equipes, apenas a Itália passou sem quedas, com um bom solo.

Segunda rotação

Na segunda rotação, Simone entrou nas barras assimétricas pressionada. Grace McCallum havia acabado de ter um erro grave, e os Estados Unidos poderiam ficar com a liderança ameaçada. Só que aí a campeã olímpica tratou de deixar as coisas mais calmas e cravou sua série para tirar 14,600 pontos.

Medalhistas no ano passado, Rússia e China sofreram com quedas na trave e nas assimétricas respectivamente, deixando os Estados Unidos dispararem na liderança, com quase quatro pontos de vantagem. A Itália, que avançou à decisão na oitava colocação, permaneceu sem erros e passou para a segunda posição depois de ótimas apresentações no salto.

Terceira rotação

Apesar da grande vantagem americana, Simone novamente entrou pressionada na trave por causa da queda de Sunisa Lee no aparelho. A campeã olímpica cometeu alguns desequilíbrios leves, mas nada que assustasse os Estados Unidos. Por segurança, ela não fez sua nova saída da trave, o duplo mortal com dupla pirueta que ganhou o nome Biles. Optou por um duplo mortal com "apenas" uma pirueta e tirou 14,433 para deixar os Estados Unidos tranquilos na ponta da classificação.

A Itália até tirou um pouco da diferença com mais uma rotação 100%, dominando nas barras assimétricas e abrindo vantagem para China e Rússia, fortes na briga pelo pódio apesar de terem sofrido quedas.

Quarta rotação
No solo, seu aparelho mais forte, Simone fechou a apresentação americana sabendo que poderia até ter duas quedas e ainda assim levaria mais um ouro para a casa. Mas a campeã olímpica não deu margem ao erro, foi brilhante e realizou tanto o Biles 1 (duplo mortal esticado seguido de meia volta) e o Biles 2 (duplo mortal grupado com tripla pirueta). A nota 15,333 pontos selou a vitória americana.

Na última rotação, a Rússia garantiu a segunda colocação com três saltos quase perfeitos que compensaram as falhas na trave. A Itália acertou duas séries na trave, mas na última apresentação teve uma queda, a única da equipe em toda a final. Foi o que fez as italianas perderem a prata, mas não o lugar no pódio, acabando com o bronze.

Fonte:https://globoesporte.globo.com/ginastica-artistica/noticia/simone-biles-lidera-eua-ao-ouro-e-alcanca-marca-historica-de-podios-no-mundial-de-ginastica.ghtml


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