Ibitinguenses ganham concurso do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo

Projeto “Coleira”, de Eduardo Coleone e Gabriel Teixeira, foi um dos 20 escolhidos pelo programa para serem publicados em 2021.

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Foto: Divulgação/Gabriel Teixeira/Eduardo Coleone 

 

O projeto “Coleira”, dos ibitinguenses Eduardo Coleone e Gabriel Phelipe Teixeira, o “Gabe”, foi um dos 20 escolhidos pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo para serem publicados em 2021. Os dois já trabalham juntos há mais de uma década, tendo desenvolvido trabalhos artísticos dos mais diversos.

Eduardo contou ao Portal Ternura que o nome do projeto é uma junção dos dois sobrenomes dos artistas, “COLEone” e “TeixEIRA”, e que está sendo desenvolvido há mais de 5 anos. “Trata-se de um sujeito comum, acanhado, muito inibido, mas extremamente batalhador, oriundo dos estratos mais populares, que não sabia que poderia se responsabilizar pelas coisas do mundo e alterar o estado de tudo até que se viu obrigado a fazer isso. Coleira ama os animais mais do que tudo e visa ao público infanto-juvenil e adolescente, principalmente”, explica.

O artista complementa que as crianças e os jovens precisam saber que podem mudar as coisas para melhor se realmente desejarem. “Mas eu não vou ficar aqui dando spoiler da nossa história em quadrinhos, não é mesmo? Os leitores do Portal poderão ler ‘Coleira – Dia da Caça’ e, a partir da leitura, saberão do que se trata essa história de todos nós”, afirma de forma descontraída.

 

Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (PROARC)

O Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, criado em 2006, é um programa de incentivo cultural que patrocina a produção artística, difundindo o patrimônio cultural material e imaterial do Estado. Os editais são publicados pelo Diário Oficial e os artistas podem se inscrever nas mais variadas formas de expressão.

Segundo Eduardo, ele e Gabe se inscreveram na categoria História em Quadrinhos para o público infanto-juvenil. Durante o próximo ano, além do processo de produção do livro, oficinas culturais e palestras serão realizadas no interior do estado. O intuito é divulgar o projeto e conscientizar os jovens sobre o tema central da história (maus-tratos a animais) e o papel deles na sociedade.    

Artistas renomados, como Carlos Ruas, fundador da empresa “Um Sábado Qualquer” participaram desse PROARC. A dupla ibitinguense obteve a maior nota dentre os projetos escolhidos. “Ter esse reconhecimento formidável em um concurso que contava com nomes de muito peso das histórias em quadrinhos de todo o Brasil é um acontecimento fantástico”, complementou Eduardo.

“Nós temos um ano para entregar o trabalho absolutamente pronto: ilustrações, cores e texto. Será um ano deliciosamente maluco para os dois”. Certamente “Coleira – Dia da Caça” também terá noite de lançamento em Ibitinga. Aliás, todas as escolas públicas da nossa cidade receberão os seus exemplares, além da biblioteca municipal. 


Gabriel Teixeira e Eduardo Coleone comemorando premiação. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

 

Reações e planos

O primeiro a saber do resultado foi Gabriel. Eduardo conta que estava dando uma aula de Gramática na hora e quando acabou, notou as ligações de Gabe. “Já imaginei algo ou muito bom ou muito ruim. Para a nossa sorte, era algo incrível”, salientou.

O artista disse que demoraram para acreditar e ainda brincou, “como não somos tão novos assim, usamos juntos a expressão ‘ainda não caiu a ficha’ um para o outro”.

A partir de agora, os dois têm um ano para entregar o trabalho pronto, contando ilustrações, cores e texto. “Será um ano deliciosamente maluco para os dois”, afirmou.

Além disso, quando o projeto estiver concluído, exemplares serão entregues às escolas de Ibitinga, à Biblioteca Municipal e à mídia.

 

Importância da arte

Eduardo termina falando sobre a importância dos jovens ocuparem os espaços artísticos.  “Vocês sabem quem é o Chico Buarque da nossa geração? É o Chico mesmo. Sabem quem é o Mauricio de Sousa da nossa geração? O próprio Mauricio [...] nós não estamos ocupando o nosso espaço, deixando para os saudosistas a oportunidade para dizerem que na época deles havia boa música, boa ilustração, boa literatura”.

O artista, no entanto, não se compara aos “gênios” antigos. Ele fala que é hora de surgirem novas ideias, as quais devem ser muito bem pensadas e trabalhadas. “Ninguém faz uma obra-prima sem produzir, fazer de novo, mudar 743 vezes até que aquilo se transforme em arte [...] Coleira – Dia da Caça” ficou amadurecendo em nossas cabeças por meia década e me parece ser o pontapé inicial de algo muito consistente e bonito”, finaliza.

Como conselho final, Eduardo Coleone aponta: “leiam muito. E quando acharem que leram demais, leiam mais”.

 

Sobre o projeto

 

“Coleira – Dia da Caça”. A ideia é que o Coleira se transforme em uma publicação constante, cada hora atuando em uma seara diferente junto à fauna e provavelmente se estendendo à flora também, como uma espécie de herói das causas animais e ambientais. A principal mensagem do Coleira é a seguinte: qualquer pessoa pode fazer algo fantástico todos os dias. Observar uma injustiça, ficar indignado momentaneamente e ir para casa dormir em paz é muito simples, até óbvio. Responsabilizar-se pelo mundo, como nos ensinou Hannah Arendt, é passar a atuar para modificar para melhor o mundo em que se vive. Esse é o recado que o Coleira, o herói que todo mundo pode ser, quer passar para os seus leitores.

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