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Justiça marca depoimento de Eliseu Padilha como testemunha de defesa em processo de Geddel

Ministro poderia agendar o depoimento, mas não respondeu à solicitação judicial. Juiz aplicou entendimento de que, nesses casos, a autoridade será intimada a depor em data decidida pela Justiça.



O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) depois de participar de encontro da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, em dezembro de 2017 (Foto: Bernardo Caram / G1)

 

A Justiça Federal em Brasília marcou o depoimento do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha para o dia 6 de fevereiro no processo em que o ex-ministro Geddel Vieira Lima é acusado de obstrução de Justiça. Geddel arrolou Padilha como testemunha de defesa.

Na decisão, o juiz Vallisney de Oliveira informa que Padilha, apesar de ter sido intimado a dizer hora e dia de seu depoimento, como está previsto no Código de Processo Penal, não respondeu à soliciação judicial dentro do prazo.

Com isso, o juiz aplicou um entendimento, firmado pelo STF, segundo o qual, nesses casos, a Justiça pode marcar o depoimento para a data e horário que avaliar como mais adequados.

Em nota, a defesa de Padilha disse que não comenta o caso "fora dos autos, em respeito institucional ao Poder Judiciário".

Geddel é investigado por tentativa de atrapalhar a delação de Lúcio Funaro, na fase em que ele estava em tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Funaro é apontado como operador de propinas do PMDB.

Segundo as investigações, Geddel fez contatos telefônicos constantes com a esposa de Funaro, Raquel Albejante Pita. Procuradores dizem que o objetivo de Geddel era sondar como estava o ânimo do doleiro e garantir que ele não fornecesse informações às autoridades.

Geddel foi preso pela primeira vez em julho de 2017. Ficou cerca de dez dias preso e foi solto por decisão do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Bello.

Hoje ele está preso por causa de uma segunda investigação: os R$ 51 milhões encontrados em malas e caixas em um apartamento em Salvador, que ficou conhecido como o "bunker de Geddel".

Em dezembro, a PGR denunciou Geddel, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e outras quatro pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

Fonte: G1


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