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Vacina da febre amarela fracionada não dá certificado internacional

Centro e trinta e cinco países exigem o certificado da vacina. Saiba como fica a concessão dele para viagens ao exterior.


O Ministério da Saúde esclareceu, nessa sexta-feira (12), como fica a concessão do certificado internacional de vacina da febre amarela para quem pretende viajar para o exterior. Cento e trinta e cinco países exigem esse certificado internacional. São países da Ásia, alguns da região do Caribe e, principalmente, da África.

Quem já sabe que vai para algum país que exige o certificado internacional tem que tomar a dose padrão e, para isso, tem que levar o comprovante da viagem ao posto de saúde. Pode ser a passagem, a reserva do hotel ou um convite de um compromisso no exterior, por exemplo.

O Ministério da Saúde disse que teve que manter a regra da dose padrão para os viajantes porque é uma exigência da Organização Mundial de Saúde.

Mesmo nas cidades onde vai haver o fracionamento, alguns grupos vão continuar recebendo a dose inteira como, por exemplo, crianças de nove meses a dois anos, grávidas, idosos e também quem vai viajar.

A dúvida é como fica a situação de quem tomar a dose fracionada e só decidir depois que precisa viajar. Segundo Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos casos de uma viagem repentina, quem tomou a fracionada vai ter que tomar a dose padrão e vai ter que esperar um pouco: “Ela precisa respeitar o intervalo de um mínimo de 30 dias para que uma vacina não interfira na outra e não diminua a proteção quando ela receber essa segunda dose. Não vai ter nenhuma superdosagem, então, não há risco de desenvolvimento de doença ou de complicações. O que que vai acontecer é uma diminuição da proteção dessa vacina, porque uma dose vai interferir na outra”.

A infectologista Naíra Bicudo alerta para os riscos de se descumprir o prazo de 30 dias entre uma dose e outra: “Como essa é uma vacina de vírus vivo atenuado existe os riscos de reações, como por exemplo uma febre, um mal estar, uma lesão no fígado, entre outras, dependendo de cada paciente. Então, a gente recomenda um intervalo médio de um mês entre uma dose e outra do vírus vivo atenuado”.

 

Fonte: G1


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