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08/07 - IBITINGA-SP
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Rede de costureiras voluntárias faz 45 mil máscaras em Rio Claro

Mais de 130 pessoas aderiram o projeto que tinha meta inicial de confeccionar 2 mil máscaras. Grupo foi montado todo por rede social.


Sem se conhecerem pessoalmente, mais de 130 pessoas criaram uma grande rede de solidariedade em Rio Claro (SP) que já confeccionou 45 mil máscaras para profissionais de saúde, do setor de segurança e também moradores carentes.

Essa corrente do bem foi criada virtualmente. O pontapé inicial foi dado pela ONG União dos Amigos (Udam) e pelo Grupo Viva. No dia 30 de março foram procurados por uma pessoa que queria produzir 2 mil máscaras para doar, mas só tinham quatro costureiras disponíveis, mesmo assim, começaram a produção.

Rede de costureiras voluntárias produz 45 mil máscaras em Rio Claro em menos de dois meses — Foto: Reprodução EPTV
Rede de costureiras voluntárias produz 45 mil máscaras em Rio Claro em menos de dois meses — Foto: Reprodução EPTV


Mas uma costureira chamou outra e costureiras, empresários, motoboys foram trocando mensagens pela internet e montaram uma linha de produção.

As máscaras são feitas em TNT com fio de malha no lugar do elástico, material mais confortável e barato. As costureiras recebem o material todo cortado e depois confeccionadas, alguém passa para pegar as máscaras, que são separadas, embaladas e esterilizadas em máquinas de autoclave antes de serem distribuídas.

Para Doraci Lopes de Carvalho, costureira há mais de 50 anos, mas que estava sem trabalhar desde o início da quarentena participar do grupo é uma maneira de se sentir útil.

Rede de voluntários já produziu 45 mil máscaras em Rio Claro — Foto: Reprodução EPTV
Rede de voluntários já produziu 45 mil máscaras em Rio Claro — Foto: Reprodução EPTV
 

Ela ficou sabendo do projeto por uma amiga – única pessoa que ela conhece pessoalmente do grupo – e resolveu colocar sua máquina de costura para funcionar.

“Gosto de participar de alguma coisa que preenche o tempo da gente e ainda pode ajuda aqueles que precisam nesse hora tão difícil, mas, que graças a Deus, a gente está bem”, disse.

Com a responsabilidade de coordenar tanta gente pela rede social, a voluntária Luciana Santos conta são poucos os requisitos para participar do grupo: saber costurar e ter vontade de fazer a diferença.

“Eu acho que o fortalecimento maior é para quem faz. A pessoa se sente tão bem de ser útil, de ajudar alguém que elas não querem parar nunca, elas nunca perguntam quando o projeto vai acabar, elas sempre pedem para mandar mais um kit”, contou.

A dimensão que ganhou o projeto surpreendeu a coordenadora da Udam, Selma Cristina da Silva, que diz que o resultado positivo é combustível para não parar.

“As costureiras não param, então enquanto a gente tiver doação de material, a gente vai continuar produzindo e fazendo a distribuição para quem está na linha de frente do enfrentamento da pandemia”, disse.

 

 

 

Fonte: G1


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